Curadoria do Sensível: Um exercício de experimentação do real

Chamada Aberta

Cinira d’ Alva/ CE

12/13/jul  > 14h às 18h | 14/jul > 9h às 13h > 10 vagas > Gratuito

Inscrição por ordem de chegada
Local: Trincheira (Rua Coronel Ferraz, 76)

 

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“Esta é igual ou pior forma de analfabetismo: a cega e muda surdez estética.
Se aquela proíbe a leitura e a escritura, esta aliena o indivíduo da produção da
sua arte e da sua cultura, e do exercício criativo de todas as formas do
Pensamento Sensível. Reduz indivíduos, potencialmente criadores, à condição
de espectadores”. Augusto Boal

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A proposta da oficina insere-se em uma discussão que problematiza os limites de nossa forma de
apreensão do mundo. Estamos no geral submissos a uma noção de tempo absoluta e a um ritmo frenético de produção que nos garanta o acesso ao futuro. Estamos cercados de um universo heterogêneo de imagens e sensações, mas ao mesmo tempo incapazes de articular um sentido ao que sentimos. Isso tudo dentro de um cenário global de espetacularização da cidade e da vida.

Como navegar nesse caos sensorial sem se fechar por medos nem se perder por excessos? Como usar o instrumento sensorial de que dispomos para uma mediação das forças que nos rodeiam de forma a construir sentidos para nós e para o mundo?

Através do exercício de abertura à realidade, produziremos cartografias que são mapas moventes e indicadores de caminhos possíveis de intervenção no mundo.

 

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> Dia 1: sexta feira _ Apresentação e aquecimento

Jogo do Oráculo1 – A partir da prática da “atenção flutuante” fazemos uma pergunta à cidade e deixamos
que a cidade nos responda, ou nos pergunte de volta.

> Dia 2: sábado _ Errância

Exercício de construção do território de observação a partir da atitude de entrega, suspensão do querer e acolhimento do que chega.

> Dia 3: domingo _ Montagem e enunciação

O território construído durante a errância leva à modulação de um problema que deve ser enunciado. A enunciação do problema indica possíveis caminhos de intervenção.

 

 

 

 

* Jogo desenvolvido pela antropóloga e artista Fernanda Eugênio.