#4FINALIZAÇÃO DE CICLO – Alexandra Martins

Programação

> 24 abr _ 19h _ Salão das Ilusões_ Gratuito

Terra Fértil

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passagem paisagem é um convite pra ouvir o chão que a gente pisa.
passagem paisagem é uma resposta pra mim mesma.
em 2014, quando morava em Fortaleza escrevi uma carta de suicídio. no ano seguinte, antes de sair da cidade, encontro a carta e dela faço um vídeo utilizando cenas das paisagens de fortaleza que estava colecionando até então.
fujo da cidade, vôo para salvador e escondo o vídeo de mim mesma. apenas em 2019, no retorno para fortaleza, encontro com esse material e mais uma ferida se abre.
busco outras narrativas porque olhar para si também é um ato político.

 

A vela é uma tecnologia ancestral e sua chama é a conexão direta com o mundo espiritual, sendo que a parafina atua como a parte física da vela ou símbolo da vontade, e o pavio a direção.

O bailarino e o coreógrafo japonês Kazuo Ohno, conhecido por sua notoriedade na dança Butô, comumente afirma em suas entrevistas que: “a minha dança é a reza para a vida. O que me faz dançar é o sofrimento que eu carrego dentro do meu coração”. Para ele, vida e morte são inseparáveis e estão juntas enquanto ele dança. Suas grandes inspirações estavam em torno desses dilemas sobre origem da vida e da morte, a relação entre mãe e filho e, assim, sua própria mãe e seus ancestrais. Acreditava em uma conexão forte entre esses elementos que o motivavam a dançar, e motivam também todo o universo, pois desde o nascimento há um conflito entre vida e morte. Está tudo ali nesse corpo que carrega velas nas costas enquanto roda e gira com os pés e mãos no chão. No decorrer que a cera vai atingindo a minha pele, esse corpo se contorce, respira mais profundamente e as vezes segura choros e gritos para corpo-natureza. E assim, integrando um movimento corporal que se aproxima do arquétipo dos animais, sinto que só me resta babar e um som rouco da garganta saí como um grito nunca dito antes. E me torno uma espécie de monstro que das vezes que a cabeça sobe no ar, é como se comesse nuvens e rodopio até não aquentar mais.

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Tambores de Safo

Grupo musical, que pretende através da música e da arte, contribuir para pensamento crítico feminista e o empoderamento das mulheres, visando o combate ao machismo, ao racismo e à homofobia e as mais diversas opressões capitalistas.

Criado em maio de 2010, pela iniciativa de mulheres lésbicas e bissexuais independentes e outras organizadas no grupo LAMCE – Liberdade do Amor entre Mulheres no Ceará. O nome “Tambores de Safo”, escolhido por todas as participantes do grupo, é uma referência à poetisa e intelectual grega Safo, conhecida por fazer política através da arte. Em sua história está à fundação de uma escola de artes para moças que foi cenário de muitas cenas apaixonadas entre ela e suas discípulas. Devido Safo ter vivido toda sua vida em cidades da Ilha de Lesbos, hoje mulheres que se relacionam afetivo-sexualmente com outras mulheres são conhecidas como lésbicas.