#2Finalização de Cilco – Jonas Van

Programação

> 01 abr _ 19h _ Salão das Ilusões_ Gratuito

 

Fortaleza é a cidade que desapareci.
Temos a mesma quantidade de sal no corpo que o mar.
Temos nomes de Abismo.

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O projeto parte de uma documentação em vídeo do dia de mudança na casa onde nasci na Parquelândia, onde os móveis entram em um caminhão e todos os vestígios do meu endereço são apagados. O vídeo pretende ser a base de uma instalação audiovisual com
televisões narradas com a oscilação da minha voz a partir do processo de transição de gênero e hormonização com testosterona. O projeto é uma documentação do meu desaparecimento. A palavra desaparecimento é atribuída ao primeiro momento dos assassinatos compulsórios de corpos trans* na cidade de Fortaleza e no país que mais mata transexuais no mundo, com um governo e sociedade que não se responsabiliza por esses apagamentos.

O trabalho tem como objetivo habitar uma desaparição para existir.

 

O projeto Nomes de abismo pretende compor as referências estéticas na arte contemporânea, que está sempre em perspectiva extrativista ou heteronormativa ocidental, ora legitimando o corpo dissidente a apenas falar sobre sua dor e não sobre sua subjetividade e ferramentas de construção intelectual, ora explorando seu trabalho e produção enquanto fetiche ou cumprimento de cotas institucionais. Desse modo, pretendo explorar o meu próprio desaparecimento enquanto afirmação de existência e subjetividade não colonizada.

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Dolores Aaliyáh García

Uma proposta mais intimista e experimental, sincera e profunda, sobre suas vivências como corpo trans y sentimentos sufocantes, Dolores encontra uma luz que a leva à superfície conseguindo dar um profundo suspiro. Primeiro projeto solo, que em breve se tornará um ep visual.